Campinas criou 1.218 empregos com carteira assinada em maio de 2026, segundo dados oficiais do Novo Caged divulgados recentemente. O saldo positivo foi sustentado principalmente pela expansão do setor de serviços, que manteve seu papel como principal motor de contratações na metrópole[1].
Este resultado representa uma recuperação significativa em comparação ao mês anterior. Em abril, a cidade havia registrado apenas 494 vagas formais, com quedas expressivas no comércio e na indústria[1]. A diferença de mais de 1.400 vagas entre os dois meses indica uma retomada do ritmo de contratações no início do segundo trimestre de 2026.
Setor de serviços lidera contratações e mantém saldo positivo
O setor de serviços foi o único grande segmento a registrar mais contratações do que demissões em maio, consolidando-se como a base do mercado de trabalho local. Dados do primeiro trimestre de 2026 já apontavam essa tendência: o setor gerou 4.924 das 5.766 vagas formais criadas em Campinas nos três primeiros meses do ano[2][6].
Atualmente, 6 em cada 10 pessoas com carteira assinada na Região Metropolitana de Campinas atuam na área de serviços. Esse grupo responde por 268,8 mil dos 438,8 mil postos de trabalho ativos na metrópole, reforçando sua importância estratégica para a economia regional[1].
Contexto regional e impacto no mercado de trabalho
A criação de vagas em Campinas contribui para o desempenho sólido da Região Metropolitana de Campinas (RMC), que registrou 19.694 novos empregos formais no primeiro trimestre de 2026. Esse número é o segundo melhor resultado histórico para o período, demonstrando a resiliência do mercado de trabalho local mesmo com desafios econômicos externos[3].
Para os candidatos que buscam oportunidades em Campinas, Sumaré, Hortolândia, Valinhos e cidades vizinhas, o dado é um indicador de que as empresas estão retomando o processo de contratação. A Secretaria de Trabalho e Renda de Campinas já realiza feirões de emprego e oportunidades, como o 10º Feirão de Emprego realizado em maio, para conectar trabalhadores às vagas disponíveis[5].
A manutenção do saldo positivo em maio, após as quedas de abril, sugere que o consumo e a produção podem estar se estabilizando, reduzindo o impacto do endividamento das famílias e dos juros elevados que frearam as contratações no mês anterior[1].
📚 Fontes
Nota: As informações deste artigo são para fins educativos. Sempre verifique dados atualizados em fontes oficiais antes de tomar decisões importantes.