União e SP protocolam pedido de falência do Grupo Dolly por dívida de R$ 15,7 bilhões

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União e SP protocolam pedido de falência do Grupo Dolly por dívida de R$ 15,7 bilhões

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) protocolaram, nesta semana, um pedido conjunto de falência das empresas que compõem o Grupo Dolly, fabricante da famosa marca de refrigerantes brasileira[1][2]. A ação judicial fundamenta-se na dívida ativa do grupo com a União, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o estado de São Paulo, que soma R$ 15,7 bilhões[1][3].

De acordo com as procuradorias, desse montante total, R$ 8,3 bilhões correspondem à dívida ativa da União, R$ 7,4 bilhões à dívida ativa do estado de São Paulo e cerca de R$ 15 milhões ao FGTS[1]. Os órgãos afirmam que o passivo tributário se arrasta há mais de 25 anos e sustentam que o problema não decorre apenas de dificuldades financeiras, mas de uma estratégia deliberada de blindagem patrimonial[1].

Histórico de recuperação judicial e alegações de blindagem

As procuradorias declaram que o Grupo Dolly permaneceu em recuperação judicial por quase oito anos sem quitar os débitos fiscais, utilizando o processo para desfazer medidas de cobrança e criar novas estruturas de planejamento tributário[1]. Em manifestação à Justiça, os órgãos argumentam que a empresa obteve vantagem competitiva desleal ao deixar de recolher tributos do setor, o que impactou o mercado de trabalho e a economia local[8].

A decisão das procuradorias marca um ponto crítico após a empresa pedir a conversão de sua recuperação judicial em extrajudicial, por não conseguir pagar as dívidas acumuladas ao longo do processo[7]. A ação conjunta reforça a posição do governo federal e estadual de que a falência é a medida necessária para resolver o passivo histórico e garantir o pagamento dos credores públicos.

Impacto para o mercado e credores

O pedido de falência tem repercussão direta para o setor de bebidas e para os milhares de trabalhadores vinculados às empresas do grupo. A alegação de vantagem competitiva desleal coloca em xeque a sustentabilidade de modelos de negócios que dependem da não recolha de tributos para manter preços baixos[8]. Para os credores públicos, a falência pode ser o único caminho para tentar recuperar parte dos R$ 15,7 bilhões em dívida ativa, considerando a longa história de inadimplência do grupo.


📚 Fontes

[1]
🗓 02 de jul. de 2026
Grupo Dolly é alvo de pedido de falência por dívida de R$ 15,7 bilhões 02/07/2026 A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) protocolaram nesta semana um pedido de falência das emp…
[2]
🗓 02 de jul. de 2026
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[3]
🗓 02 de jul. de 2026
Grupo Dolly tem pedido de falência protocolado pela União e estado de SP. Dívida ativa é avaliada em R$ 15,746 bilhões. João Nakamura, da CNN ... As procuradorias do estado de São Paulo e da Fazenda Nacional protocolaram, nesta quarta-feira…
[4]
🗓 02 de jul. de 2026
( GRUPO DOLLY E ALVO DE PEDIDO DE FALENCIA )------ ---------( POR DIVIDA DE R$ 15,7 BILHOES )---------------- O Grupo Dolly, famoso fabricante ...
[5]
🗓 02 de jul. de 2026
As procuradorias também declaram que o Grupo Dolly permaneceu em recuperação judicial por quase oito anos sem quitar os débitos fiscais e ...
[6]
🗓 02 de jul. de 2026
Segundo os órgãos, a fabricante de refrigerantes acumula aproximadamente R$ 15,75 bilhões em débitos com a União, o Estado de São Paulo e o ...
[7]
🗓 02 de jul. de 2026
Dolly desiste de recuperação judicial após 8 anos de processo. Empresa pede a conversão em recuperação extrajudicial, por não conseguir pagar ... Dolly desiste de recuperação judicial após 8 anos de processo.
[8]
🗓 02 de jul. de 2026
Ação conjunta das procuradorias aponta que a companhia obteve vantagem competitiva desleal ao deixar de recolher tributos do setor.

Nota: As informações deste artigo são para fins educativos. Sempre verifique dados atualizados em fontes oficiais antes de tomar decisões importantes.